King Felix, coroado para a eternidade

King Felix Hernandez Perfect Game

Na tarde desta quarta-feira, Felix Hernandez mais do que justificou o apelido de Rei, que recebeu quando era apenas um prospect na liga. Hernandez alcançou a perfeição e deu aos torcedores dos Mariners ao menos um motivo para sorrir na temporada.

Primeiramente, vou começar dizendo que nos últimos dias tenho tido pouquíssimo tempo disponível para postar, por isso o blog anda meio parado. Peço desculpas a quem acompanha minhas matérias regularmente. Mas vou buscar me adaptar melhor à nova rotina e tentar conciliar tudo. E nada melhor do que voltar à ativa falando de um momento histórico…



Com campanhas ruins, que se estendem por várias temporadas, a torcida dos Mariners não andava muito animada. Para piorar, Ichiro Suzuki, o maior ídolo de Seattle, foi para Nova Iorque após ser trocado. Mais do que nunca, os fãs precisavam de alguém que lhes desse motivos para acompanhar o time. Alguém em quem pudessem acreditar que dias melhores estão por vir. Não há dúvidas de quem esse cara é.

King Felix lançou um jogo perfeito ontem e menos de 22 mil pessoas (média baixa para padrões MLB) acompanharam o feito de perto. Afinal, a partida foi numa tarde de quarta e, até onde eu saiba, pessoas trabalham nesse horário. Mais do que isso, era um jogo dos Mariners. Quer dizer, Mariners. Eles não têm feito nada a temporada inteira, por que perder tempo indo ao estádio? E para completar, do outro lado estavam os Rays. Se eles não têm torcida nem na Flórida, que dirá em qualquer outro estado!

Mas isso não importa. O importante mesmo é que Hernandez escreveu seu nome na história. Para quem começou a acompanhar beisebol recentemente, pode até parecer exagero. Afinal, esse é o terceiro perfect game da temporada. Talvez seja coincidência. Talvez os pitchers tenham evoluído. O que é fato é que King entrou para um grupo seleto: apenas 23 homens alcançaram o feito até agora. 23 em 132 anos.

A partida foi um espetáculo por parte de ambos os pitchers. Jeremy Hellickson travou o duelo contra o adversário e aguentou 7 entradas cedendo apenas uma corrida. Esse esforço deveria ser o suficiente, se do outro lado não estivesse um dos melhores arremessadores da liga.

A dominância de Felix foi absurda (bom, isso é meio lógico em qualquer perfect game). Ele começou a partida contando com a afobação dos rebatedores de Tampa Bay. Nas cinco primeiras entradas, ele precisou de apenas 59 arremessos. Foi do 6º inning em diante, porém, que a coisa ficou mais impressionante. Foram 8 strikeouts em apenas 4 entradas. Foram 19 swinging strikes em 53 arremessos.

No total, Hernandez arremessou 113 bolas, das quais 77 foram strikes. Desses 77, 24 foram swings errados. Isso quer dizer que 31% dos strikes aconteceram quando jogadores dos Rays tentaram encostar na bola e não tiveram êxito. É simplesmente absurdo!

Claro que o time também teve sua importância. Logo na primeira rebatida do jogo, a história poderia ter sido diferente, se Eric Thames não fizesse uma defesa na corrida no outfield. Na sétima entrada, Brendan Ryan salvou o jogo, ao alcançar a bola que havia passado pelo 3B, Kyle Seager, e arremessar bem a tempo de eliminar o ágil BJ Upton. Jesus Montero também foi importante, afinal foi o responsável por impulsionar a única corrida do jogo. Se ele não conseguisse aquela rebatida simples na terceira entrada, quem sabe até quando a partida permaneceria empatada…

O importante é que tudo isso aconteceu e o perfecto saiu. E Felix provou que ele não é o Rei em Seattle à toa. Ele ascendeu ao seu trono por direito, ao se tornar o Ace da equipe com apenas 20 anos. Recebeu seu manto, quando conquistou o prêmio de Cy Young em 2010. Ontem, foi coroado como um dos maiores ícones da história da cidade. Agora, tudo o que falta é ganhar um anel para colocar no dedo. A perspectiva com os Mariners pode não ser das melhores no momento. Porém, aos 26 anos, nada parece impossível para o King.

Autor do post

Blog do Beisebol (Guilherme Shiniti)


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