A venda dos Astros e sua mudança para a AL

Astros na AL

A venda da franquia dos Astros para um grupo investidor comandado por Jim Crane foi concretizada na última quinta-feira e, teve como grande consequência, a confirmação da transferência do time da divisão central da NL para a divisão oeste da AL em 2013. Porém, mais do que uma simples mudança de divisão, a ação pode resultar em alterações em todo o funcionamento da liga.

A ideia da transferência para a AL West pode parecer justa. Fazendo uma matemática simples e sem levar em conta a força dos plantéis, cada franquia numa divisão de 5 times tem 20% de chances de ser campeã de sua divisão e ir aos playoffs. Entretanto, tendo a AL West apenas 4 equipes, cada franquia teria 25%. Na NL Central, com 6 equipes, as chances são de cerca de 16,7%. Portanto, existe um certo desequilíbrio nesse aspecto. Montar 6 divisões com 5 equipes deixaria, na teoria, tudo nivelado. Porém, outro problema seria criado: ter duas ligas com uma quantidade ímpar de franquias.



O formato atual com 14 times na AL e 16 na NL permite que, num mesmo dia, ocorram 15 partidas (7 na American e 8 na National) e todas equipes joguem. Ao dividir a MLB em 15 e 15, uma equipe obrigatoriamente “folgaria” na rodada, assim como ocorre na NFL. É aí que se encontra o grande problema. No futebol americano, as equipes jogam uma vez por semana. No beisebol, ocorrem séries de 3 (ou até 4) jogos entre os mesmos times. “Folgar” uma rodada significaria ficar quatro dias sem jogar e enfrentar um time que jogou nos três dias anteriores. Portanto, é descartado o fato de deixar uma equipe de cada liga de fora da rodada.

O jeito seria fazer jogos interligas durante toda a temporada, mas aí está outro problema. Qual a finalidade de existirem 2 ligas com regras diferentes se todos os dias um time de cada uma delas terá de adotar as regras da outra? É válido fazer com que os pitchers da AL tenham que rebater quando sua equipe jogar contra uma franquia da NL? Essas são perguntas que nem mesmo o comissário Bud Selig soube responder. Várias soluções foram criadas, como jogar 10 vezes contra cada equipe da mesma liga e fazer outros 18 jogos contra times da outra liga. Ou ainda, 72 partidas contra rivais de divisão (18 contra cada), 60 contra equipes das outras duas divisões e 30 interligas. Porém. nada foi confirmado. Ao que tudo indica, o mistério continuará na ar até o fim da temporada de 2012, quando o calendário de 2013 será divulgado.

Autor do post

Blog do Beisebol (Guilherme Shiniti)


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